Da Secretária ao fazer.ai agents: a história do melhor atendimento IA faça-você-mesmo
Como a Secretária virou o fazer.ai agents: a história do melhor atendimento IA faça-você-mesmo, do fluxo no n8n ao fork open source do Chatwoot.
O fazer.ai agents não nasceu com esse nome. Nasceu como Secretária: uma solução de atendimento com IA pro WhatsApp, montada com ferramentas ao alcance de qualquer um e publicada aberta, pra qualquer pessoa baixar, entender e montar a sua.
Por trás dela está a missão que deu origem à fazer.ai: fazer o melhor atendimento IA faça-você-mesmo do mundo. Esta é a história de como a Secretária cresceu, trocou de motor e acabou carregando o nome da fazer.ai, e do que tudo isso virou.
A missão de origem: atendimento IA faça-você-mesmo
A fazer.ai, a empresa de engenharia de IA de Lucas Moreira e Gabriel Jablonski, podia ter seguido o roteiro comum: embalar o atendimento num SaaS fechado e cobrar mensalidade pela caixa-preta. A missão foi na direção contrária: ensinar qualquer pessoa a montar o próprio atendimento, com o sistema no seu controle: seus dados, seu custo, sua máquina.
A receita tinha três partes. Pegar ferramentas ao alcance de qualquer um. Ir fundo na engenharia: a base é ciência aplicada, e é por isso que o que sai dela aguenta o tranco. E soltar o código pra quem quisesse montar o seu.
Faça-você-mesmo, aqui, nunca foi "se vira": é explicar o porquê de cada peça, não só o passo. Quem entende o porquê adapta pro próprio negócio, conserta sozinho e não fica refém de ninguém.
A Secretária: as primeiras versões no n8n
A primeira encarnação da missão foi a Secretária. As primeiras versões rodavam sobre o n8n, plataforma open source de automação de fluxos: o WhatsApp de um lado, o Chatwoot como central de atendimento do outro, e no meio os fluxos que faziam a IA conduzir a conversa.
Cada versão saiu em público, com o código na mão de quem quisesse. E aconteceu o que a missão apostava, só que mais forte: gente que nunca tinha programado baixou, montou e colocou no ar. A frase que define essa fase veio da própria comunidade: "consegui, e ainda vendi pro cliente".
O código aberto: o fork do Chatwoot no GitHub
Pra WhatsApp, IA e atendimento funcionarem na mesma tela, a fazer.ai mantém um fork open source do Chatwoot, com as melhorias 100% dentro da licença Community Edition. Sem pegadinha: o que é aberto continua aberto.
Foi esse código que mostrou o tamanho da demanda. O fork passou de 190 mil downloads no GitHub, e o respeito ao projeto original virou relação oficial: a fazer.ai é hoje parceira oficial do Chatwoot no Brasil.
O código vive em github.com/fazer-ai; o trabalho feito em cima da plataforma está na página do Chatwoot fazer.ai.
Da V4 ao fazer.ai agents: o produto com o nome da empresa
Versão após versão, a Secretária cresceu, e o motor precisou crescer junto. Na quarta geração, a solução foi reconstruída de ponta a ponta: saiu a orquestração no n8n, entrou uma arquitetura em LangGraph com Langfuse na observabilidade (cada conversa rastreável) e o Chatwoot seguiu como central de atendimento.
Em produção, o que se sustenta é híbrido: agentes de IA onde há ambiguidade, camada determinística onde há regra e escala. Não é um enxame de agentes soltos; é engenharia aplicada a um problema que acontece ao vivo, com cliente esperando resposta do outro lado.
Junto com o motor novo veio o batismo: a Secretária V4 foi rebatizada como fazer.ai agents, o nome da empresa dentro do produto, pensado pra viajar além do Brasil sem precisar de tradução.
O princípio não mudou de lugar: código aberto e sistema no seu controle, rodando na sua máquina ou no seu servidor, sem ficar preso a um fornecedor único que pode desligar, limitar ou encarecer.
O que virou: atendimento com IA em produção
Os sistemas construídos nessa base atendem hoje 85 mil pessoas por mês, com mais de 2,4 milhões de mensagens, em varejo, indústria, financeiro e jurídico, de escritórios de advocacia a operações com mais de 600 funcionários. E com NPS acima de 97: na prática, quase todo mundo que passa por esse atendimento sairia recomendando.
Tem também a métrica que não cabe em dashboard: gente que nunca tinha programado com sistema no ar e cliente na carteira. A comunidade que cresceu em volta disso reúne mais de 10 mil membros, e o conteúdo gratuito do canal do Lucas Moreira, o investimento em educação aberta, passou de 1 milhão de horas assistidas.
E a missão cresceu junto. O faça-você-mesmo que começou no atendimento hoje vale pra qualquer problema que um modelo de IA resolve: o mesmo tipo de modelo que atende cliente no WhatsApp também lê documento, placa e planilha, sempre com o modelo no seu controle.
Pra ir além
Quem faz a fazer.ai, e o que mais sai dela, está em quem somos. O arco completo, da missão de origem à engenharia de IA de hoje, está na história da fazer.ai.
E se a história deu vontade de montar o seu atendimento, o caminho continua o mesmo da origem: código na sua mão e gente fazendo junto. Quer ir mais fundo? Entra na comunidade e faz com a gente.
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