A história da fazer.ai: do atendimento faça-você-mesmo à engenharia de IA
Como a fazer.ai nasceu da missão de fazer o melhor atendimento IA faça-você-mesmo do mundo, e cresceu para engenharia de IA open source, no seu controle.
A fazer.ai nasceu de uma missão teimosa: fazer o melhor atendimento com IA faça-você-mesmo do mundo. Não vender a caixa fechada mais bonita, e sim entregar método e código pra qualquer pessoa montar o próprio atendimento, com engenharia como base.
Essa missão não mudou; ela cresceu. Hoje a fazer.ai é uma empresa de engenharia de IA, e o mesmo princípio que colocou atendimento no ar pelas mãos de quem nunca tinha programado se aplica a qualquer problema que um modelo de IA resolve, com o modelo no seu controle.
A missão de origem: o melhor atendimento com IA faça-você-mesmo
A fazer.ai foi fundada no fim de 2024 por dois engenheiros formados na Universidade Federal de Uberlândia (UFU): Lucas Moreira, de eletrônica e de telecomunicações, e Gabriel Jablonski, da computação. O primeiro território foi específico: atendimento ao cliente com IA, principalmente no WhatsApp.
A sociedade, porém, é bem mais velha que a empresa. Os dois se conheceram em 2016, na faculdade, e atravessaram a engenharia estudando juntos. Saíram formados para a mesma empresa nos primeiros anos de carreira, depois seguiram caminhos separados por um tempo. Quando voltaram a trabalhar lado a lado, foi para fundar a fazer.ai.
E o empurrão veio de um projeto que nem era de IA. O FazendaNota, o SaaS gratuito de nota fiscal para produtor rural que o Lucas mantém, virou o laboratório: a dupla construiu uma solução de IA dentro da ferramenta e foi apresentá-la. O trabalho chamou a atenção de um vice-presidente da NVIDIA.
Foi a confirmação que faltava. A IA generativa reorganizava o mercado mais rápido do que as empresas conseguiam absorver, a demanda por gente capaz de colocar aquilo em produção crescia sozinha, e o que os dois tinham na mão não era curiosidade de fim de semana: era engenharia que alguém da fronteira olhou e reconheceu. A fazer.ai nasceu dessa virada.
A decisão que definiu a empresa veio junto com a missão: fazer aberto. Pegar ferramentas ao alcance de qualquer um, ir fundo na engenharia e soltar o código pra qualquer pessoa baixar e montar o seu. O compromisso segue o mesmo desde o início: você não sai sem saber fazer.
Engenharia como base: por que o faça-você-mesmo funciona
Faça-você-mesmo nunca significou improviso. A base do que a fazer.ai publica e entrega é engenharia: ciência aplicada, não achismo. É o que faz um sistema continuar de pé quando o volume chega.
Em produção, o que se sustenta é híbrido: agentes de IA onde há ambiguidade, camada determinística e modelos estatísticos onde há regra e escala. Não existe mágica de "sistema 100% autônomo de agentes". Existe arquitetura. Essa distinção separa um sistema de engenharia de uma demo que só encapsula uma API, e atravessa tudo o que a fazer.ai publica e entrega.
Open source como método: o fork do Chatwoot e a Secretária
O método aberto tomou forma em duas frentes de código.
A primeira é o fork do Chatwoot mantido pela fazer.ai: a plataforma open source de atendimento, estendida com as features que uma operação com IA pede (todas dentro da licença Community Edition) e publicada no GitHub da fazer.ai. Desse trabalho veio também um marco institucional: em março de 2026, a fazer.ai se tornou parceira oficial do Chatwoot no Brasil.
A segunda é a Secretária, o atendimento faça-você-mesmo em si: começou como fluxo de n8n publicado pra qualquer um copiar e evoluiu, versão após versão, até virar o fazer.ai agents, a geração atual do projeto. Essa linha do tempo tem post próprio.
O que a missão virou
Os números: o fork passou de 190 mil downloads no GitHub. Os sistemas que a fazer.ai constrói e mantém atendem 85 mil pessoas por mês, com NPS acima de 97 e mais de 2,4 milhões de mensagens: varejo, indústria, financeiro e jurídico, de escritórios de advocacia a operações com mais de 600 funcionários.
Do lado da educação, o canal do Lucas Moreira no YouTube (a parte do trabalho feita de graça, por missão) estreou em novembro de 2024 e encontrou o próprio eixo em abril de 2025, com a primeira versão da Secretária. De lá pra cá, passou dos 100 mil inscritos em junho de 2026, com mais de 1 milhão de horas assistidas. Em volta dele cresceu uma comunidade com mais de 10 mil membros, top 50 do mundo em IA na Circle.
A métrica de que a fazer.ai mais se orgulha, porém, não aparece em painel: é gente que nunca programou dizendo "consegui, e ainda vendi pro cliente".
A expansão: qualquer problema que um modelo resolve, no seu controle
O atendimento continua sendo o tronco da fazer.ai. O que mudou foi o alcance: os modelos de IA open source amadureceram, e o faça-você-mesmo passou a cobrir qualquer problema que um modelo resolve. Ler um documento sem mandar o dado pra fora. Extrair informação de uma imagem. Conferir um cálculo de engenharia.
A palavra que organiza essa expansão é controle. Modelo open source roda onde você quiser: na sua máquina, no seu servidor, ou num provedor à sua escolha, via OpenRouter. Você não fica preso a um fornecedor único que pode desligar o serviço, limitar o uso ou encarecer da noite pro dia. Seus dados, seu custo, sua máquina.
E a ponte entre as duas fases é direta: o mesmo modelo que atende cliente no WhatsApp também lê seu documento, sua placa, sua planilha. Quem aprendeu a escolher modelo pra atendimento já sabe o caminho pro resto.
A consultoria boutique: poucos clientes por vez, por seleção
Ao lado do trabalho aberto, a fazer.ai atende empresas como consultoria de engenharia de IA, em formato deliberadamente boutique. Poucos clientes por vez, por seleção, porque profundidade exige foco. Cada projeto é sob medida, e o time entra junto até funcionar.
O princípio é o mesmo de sempre: o cliente fica dono. Sistema rodando onde a empresa escolher (na máquina dela, no servidor dela, na cloud dela), com liberdade de trocar de modelo ou provedor sem reescrever nada, e dado, custo e compliance no controle de quem opera. Dependência não é o nosso modelo de negócio.
Perguntas frequentes
O que é a fazer.ai?
Uma empresa de engenharia de IA brasileira com duas frentes: o trabalho aberto (código open source, como o fork do Chatwoot, e educação gratuita) e uma consultoria boutique que constrói sistemas de IA sob medida, para poucas empresas por vez.
Quem fundou a fazer.ai?
Os engenheiros Lucas Moreira, de eletrônica e telecomunicações, e Gabriel Jablonski, da computação. A formação não é detalhe: a base de ciência aplicada é o motivo de os sistemas da fazer.ai aguentarem carga em produção.
Qual é a relação da fazer.ai com o Chatwoot?
A fazer.ai mantém um fork open source do Chatwoot, com features mantidas dentro da licença Community Edition, que passou de 190 mil downloads no GitHub. E é parceira oficial do Chatwoot no Brasil.
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