Chatwoot fazer.ai: features 100% dentro da licença Community Edition
O fork Chatwoot fazer.ai constrói tudo dentro da licença Community Edition: o que ele adiciona, a fronteira do enterprise/ e por que protege quem revende.
O Chatwoot é open source, mas não inteiro. O repositório oficial carrega dois mundos: o núcleo aberto, sob licença MIT, e o diretório enterprise/, que é código proprietário da Chatwoot Inc. Quem sobe uma instância pra uso próprio raramente pensa nisso. Quem revende instalação pra cliente precisa pensar, porque essa fronteira define o que você pode usar de graça e o que exige licença paga.
O fork da fazer.ai nasceu com um compromisso: toda melhoria vive 100% dentro da Community Edition. Nada depende do enterprise/, nada desbloqueia código proprietário. Este post mostra onde passa a fronteira, o que o fork adiciona e por que isso importa tanto pra quem monta o próprio atendimento quanto pra quem vende.
Onde passa a fronteira de licença no Chatwoot
O arquivo LICENSE na raiz do projeto define a regra: todo o código do repositório é MIT Expat, exceto o que está em enterprise/, que segue a Chatwoot Enterprise License, administrada pela Chatwoot Inc.
Na prática, são dois regimes:
- Núcleo (Community Edition), licença MIT: uso, modificação, distribuição e uso comercial liberados, de graça, no seu servidor. É o Chatwoot que a maioria conhece: caixa de entrada multi-canal (WhatsApp, e-mail, Instagram, Facebook, chat no site), automações, macros, equipes, SLAs, help center, pesquisas de satisfação, relatórios, API completa e webhooks.
- Diretório
enterprise/, licença proprietária: o código fica visível no repositório e pode ser modificado em desenvolvimento e teste, mas rodar em produção exige assinatura Enterprise válida junto à Chatwoot Inc., com o número correto de assentos. É onde vivem o SSO via SAML e OAuth, o Captain (IA de atendimento da Chatwoot Inc.), os audit logs e as funções avançadas de permissão.
Código visível não é o mesmo que licença aberta. O enterprise/ vem junto quando você clona o repositório, e nada impede tecnicamente de ativar. O que impede é a licença. E responsabilidade jurídica não some porque o botão funciona.
O compromisso do fork: tudo dentro da Community Edition
O Chatwoot é um produto independente, da Chatwoot Inc. A fazer.ai mantém um fork open source dessa base, e é parceira oficial do Chatwoot no Brasil (a história dessa parceria está contada em Chatwoot e fazer.ai: parceria oficial no Brasil).
A regra de engenharia do fork é uma só: nenhuma melhoria da fazer.ai depende do diretório enterprise/, desbloqueia código proprietário ou exige licença Enterprise pra funcionar. Tudo é construído sobre o núcleo MIT, dentro da Community Edition. É essa regra que separa um fork que você pode usar e revender com segurança jurídica de um fork que empurra o risco pra você e pro seu cliente.
E o fork acompanha o projeto oficial de perto: a numeração dos releases carrega a versão do Chatwoot dentro dela (v4.15.1-fazer-ai.87, por exemplo) e já passa de cem releases publicados. Deu nisso: mais de 190 mil downloads no GitHub.
O que o Chatwoot fazer.ai adiciona
Tudo que o Chatwoot oficial entrega de fábrica continua aqui. Em cima, o fork traz o que faltava pra operar bem no Brasil.
WhatsApp completo, sem stack intermediária
- Baileys nativo: apontou o celular pro QR Code, conectou. Sem Evolution API, sem aplicação externa pra manter.
- Z-API nativa: cadastra as credenciais direto no Chatwoot e atende, sem aplicação intermediária.
- WhatsApp Cloud API (oficial): a API da Meta com Embedded Signup e modo coexistência: o cliente continua usando o app do WhatsApp Business no celular junto com a API.
- Grupos e reações: conversas em grupo gerenciadas dentro do painel e reações com emoji nos dois sentidos: as do agente e as enviadas pelo celular conectado.
- Mídia sem atrito: múltiplos anexos no Baileys e na Z-API, e áudios convertidos pra tocar em qualquer dispositivo.
- Troca de provedor sem perder histórico: migre uma caixa entre Baileys, Z-API, 360dialog e Cloud API mantendo conversas, mensagens, contatos e atribuições.
Produtividade do agente
- Mensagens agendadas, pontuais ou recorrentes, com anexos e busca rápida.
- Confirmações de leitura: quando o agente abre uma conversa com mensagens não lidas, o contato recebe o visto automaticamente.
- E-mails transacionais no idioma da conta: redefinição de senha, convites, desbloqueio e confirmação com suporte completo a português.
- Marca personalizada: esconda a marca Chatwoot e configure nome, ícone e cor da instalação, inclusive no app instalado no celular.
- Importação em massa de e-mails antigos via IMAP e HTML personalizado nas páginas do help center.
- Atalhos de teclado pra navegar, responder, atribuir e finalizar sem soltar o teclado.
Chat interno entre agentes
Um chat estilo Slack dentro do próprio Chatwoot: canais públicos por categoria, mensagens diretas, threads, reações, anexos, notificações nativas e menção a conversas pelo número (#1234). O colega clica na menção e abre o atendimento com o histórico completo, sem screenshot, sem WhatsApp paralelo do time. Na edição livre, entram até 2 canais privados e 90 dias de histórico de busca.
Community node pro n8n
O pacote @fazer-ai/n8n-nodes-chatwoot cobre 100% das operações do Chatwoot + Kanban, com node de gatilho que se autorregistra na sua instância. Instala como community node no n8n e as automações começam na hora.
E a edição Pro? Também fora do enterprise/
O fork tem duas edições. A CE é livre e carrega tudo que você leu acima. A Pro adiciona o Kanban de vendas integrado às conversas (quadros e etapas com drag-and-drop, datas e vencimentos, etiquetas e prioridade sincronizadas com a conversa, automações por etapa e eventos via webhook) e recursos estendidos no chat interno: canais privados ilimitados, enquetes e histórico de busca completo.
O código Pro vive num diretório próprio (fazer_ai/), com licença da própria fazer.ai, cobrada por instância. Ele opera de forma independente e não exige licença do Chatwoot Enterprise pra funcionar. A fronteira segue intacta. O Kanban você pode comprar separado, ou entrar na comunidade, que a licença tá inclusa.
Por que isso importa
Pra quem revende: colocar em produção uma instalação com recursos do enterprise/ ativos, sem assinatura, viola a licença da Chatwoot Inc., e o risco recai sobre você e sobre o seu cliente. No fork da fazer.ai a fronteira é explícita e auditável: tudo que foi adicionado respeita integralmente a licença Community Edition. Quando o cliente precisar dos recursos premium (SSO, Captain, audit logs), o caminho legítimo continua aberto: a licença Enterprise oficial vale tanto no Chatwoot original quanto no fork, e o cupom da parceria dá 15% off vitalício.
Pra quem monta o seu: código aberto de ponta a ponta. Você lê, audita e modifica o que roda no seu servidor; seus dados ficam onde você decidir; e a operação não para se um fornecedor sumir, sem ficar preso a um SaaS único que desliga, limita ou encarece. Seus dados, seu custo, sua máquina.
Perguntas frequentes
Posso usar o Chatwoot fazer.ai comercialmente sem pagar nada?
Pode. A edição CE do fork segue a licença MIT do núcleo do Chatwoot: uso comercial, modificação e distribuição liberados. O custo é a sua infraestrutura, e a edição Pro, se você quiser Kanban e chat interno estendido.
O fork inclui os recursos Enterprise do Chatwoot?
Não, e é proposital. SSO, Captain, audit logs e custom roles são código proprietário da Chatwoot Inc. e continuam exigindo a licença Enterprise oficial, que funciona normalmente no fork. Nenhum recurso da fazer.ai depende deles.
O fork fica desatualizado em relação ao Chatwoot oficial?
A numeração dos releases responde: cada versão do fork carrega a versão oficial correspondente no nome, como v4.15.1-fazer-ai.87. Atualizou o Chatwoot oficial, o fork acompanha.
Pra ir além
O código está aberto em github.com/fazer-ai/chatwoot, e a página /chatwoot detalha as features edição por edição. Se você quer fazer com acompanhamento (tirar dúvida, pegar arquivo pronto, ver bastidor), a comunidade tá em lucasmoreira.ai.
Fontes
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