Como a fazer.ai investe em educação gratuita de IA

Educação gratuita de IA: por que a fazer.ai mantém canal no YouTube, comunidade, código aberto e curso gratuito, e como aproveitar cada um pra começar.

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Por que uma consultoria de engenharia de IA, que trabalha com poucos clientes por vez, mantém um canal no YouTube, uma comunidade, repositórios de código aberto e curso gratuito? A resposta curta: porque a educação veio antes da empresa. A fazer.ai nasceu de uma missão teimosa: fazer o melhor atendimento de IA faça-você-mesmo do mundo. E "faça você mesmo" só existe se alguém ensinar como se faz. E entregar o material junto.

A missão veio antes da empresa

A história começou com atendimento: pegar ferramenta ao alcance de qualquer um, aplicar método de engenheiro e publicar o código pra quem quisesse baixar e montar o seu. A aposta era simples de enunciar e trabalhosa de cumprir: ensinar o assunto mais fundo do jeito mais simples, sem esconder o porquê das coisas, e provar que uma pessoa sem formação técnica conseguiria colocar aquilo de pé.

Deu nisso: mais de 1 milhão de horas assistidas no canal, mais de 190 mil downloads do código no GitHub e (o resultado que importa) gente que nunca tinha programado dizendo "consegui, e ainda vendi pro cliente".

A base é engenharia. Os dois fundadores são engenheiros (Lucas Moreira, de eletrônica e telecomunicações; Gabriel Jablonski, da computação), e é daí que vem o método: ciência aplicada, testada até aguentar o tranco, explicada passo a passo. O material gratuito passa pelo mesmo rigor do que a fazer.ai coloca em produção. É por isso que funciona quando alguém segue até o fim.

Conhecimento com o código na mão

Ensinar sem entregar o código tem outro nome: palestra. A pessoa assiste, concorda. E continua sem conseguir reproduzir. O compromisso aqui é outro: todo assunto ensinado sai acompanhado do material de fazer junto. O código no GitHub, o template pronto, o passo a passo executável. Você não sai sem saber fazer.

Open source, nesse arranjo, não é detalhe. É o que garante que o aprendizado fique no seu controle: o código é seu, roda na sua máquina ou no seu servidor, e nenhum fornecedor único pode desligar, limitar ou encarecer o que você montou. Quem aprende assim aprende também a escolher (onde roda, qual modelo, qual fornecedor) e a trocar quando fizer sentido.

O que a educação gratuita de IA inclui hoje

  • O canal no YouTube. O canal do Lucas Moreira é aula aberta de IA aplicada: do modelo que atende cliente no WhatsApp ao que lê documento, placa e planilha, sempre com ferramenta acessível e o porquê explicado. Em junho de 2026, passou dos 100 mil inscritos, com mais de 1 milhão de horas assistidas. Segue gratuito, como sempre foi.
  • O código aberto. No GitHub da fazer.ai estão os repositórios públicos, incluindo o fork do Chatwoot (mais de 190 mil downloads de quem baixou pra montar o seu). Documentação faz parte do trato: código sem instrução não democratiza nada.
  • A comunidade. Mais de 10 mil pessoas fazendo junto, hoje entre as 50 maiores do mundo em IA na Circle. É a camada de acompanhamento: dúvida respondida por quem já passou pelo mesmo ponto, arquivo pronto pra adaptar, bastidor de quem já vendeu projeto.
  • Curso e templates gratuitos. Pra quem está no zero, há um curso gratuito de boas-vindas e templates prontos de baixar e adaptar: o primeiro degrau, sem pagar nada.

A fazer.ai é a principal mantenedora dessa estrutura: canal, comunidade e repositórios são sustentados pela operação da empresa.

Por que o canal não é vitrine da consultoria

A separação confunde à primeira vista: o canal não ensina o que a consultoria entrega. E isso é deliberado.

Quem cursou engenharia conhece a ponte de palito de picolé: material barato, ao alcance de qualquer um, e a física é a mesma de uma ponte de aço. A educação que a gente faz segue essa lógica. O canal ensina, com ferramenta acessível, um assunto mais simples do que os projetos da consultoria, porque quem está começando não precisa de um sistema corporativo, precisa atravessar o primeiro rio. A base de engenharia é a mesma; muda a escala.

A consultoria é outra frente, com outro tipo de problema: sistemas híbridos em produção (agentes de IA onde há ambiguidade, camada determinística onde há regra e escala) para poucos clientes por vez, sob medida. Essa história está contada em quem somos.

Por isso a educação não é funil. O canal não existe pra gerar lead: existe pra ensinar, e a maioria de quem aprende vai fazer sozinha, sem nunca contratar nada. É o resultado esperado. Esse caráter é anterior à própria empresa: o fazendanota.com.br, emissor gratuito de nota fiscal pro produtor rural que o Lucas criou antes da fazer.ai, segue no ar. O padrão se repete: quando dá pra entregar de graça algo que ajuda quem está começando, a gente entrega.

O que a fazer.ai ganha com isso

A pergunta é justa. O retorno existe, só não é venda direta.

O primeiro ganho é um ecossistema com mais gente capaz de fazer. Cada pessoa que monta o próprio atendimento, roda o próprio modelo e cobra pelo próprio projeto confirma a tese que move a fazer.ai: IA aplicada não precisa ficar trancada em meia dúzia de fornecedores. Dá pra fazer com código aberto, no seu controle.

O segundo é reputação do tipo que não se compra. Quem publica o código, mostra o método e responde dúvida em público fica sujeito a escrutínio permanente: qualquer afirmação pode ser testada por qualquer pessoa. Sustentar isso em aberto convence mais do que qualquer anúncio.

Pra ir além

O caminho pra começar está aberto, e é gratuito:

  1. Escolha um projeto no canal e reproduza junto com o vídeo.
  2. Baixe o código no GitHub e monte a sua versão.

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